A Bike

Bianchi Methanol SL Team Edition será a montada do Ricardo a caminho dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Uma Bike extremamente leve e muito cuidada em termos de equipamento, mas acima de tudo uma máquina ultra-rígida, pensada e desenhada em termos de geometria, para correr… uma máquina de corridas!

A Methanol em pormenor:  http://www.bianchi.com/en/products2010/Mtb_Racing_Y0B63.aspx

Methanol SL Team Edition:  http://www.bianchi.com/en/teamMTB2010/teamMTBBike1.aspx

 

Após 3 meses a correr com a Bianchi Methanol Team Edition, para o Ricardo, esta é a máquina perfeita :

Geometria perfeita para subir, sem comprometer em nada a estabilidade a descer. Neste aspecto a Magura de 80mm de curso ajuda tanto na geometria como no trabalhar e rigidez, assim como um guiador e avanço mesmo muito rígidos.

Quadro efectivamente mais rígido que tudo o que pilotou até agora. Esta rigidez é especialmente notória na zona da caixa da direcção, tornando a bike bastante precisa e transmitindo uma grande confiança e dando um grande àvontade nas zonas mais sinuosas e exigentes técnicamente onde por norma , como se sabe, o Ricardo leva a bike até aos seus limites, que no caso excedem em muito as anteriores montadas.

Rigidez extrema numa zona que não deve reclamar nada para sí: a zona do pedaleiro. E neste aspecto os responsáveis por uma extrema rigidez que coloca toda a potencia que se imprime nos pedais na roda traseira, são, por um lado a caixa do pedaleiro sobredimensionada e por outro, o sistema BB30. Sobre este último sistema, o BB30, efectivamente é a grande inovação dos últimos anos na prespectiva do Ricardo, pois é a inovação onde mais se nota a evolução da rigidez do que lhe importa, o local por onde passa a sua potência e que deixa como nunca que essa potencia passe à roda sem reclamar nada para sí, e pode-se mesmo dizer que um quadro sem este sistema BB30, já não pode de todo ombrear com este, pois é quase impossível sentir qualquer flexão ou torção, o que nenhum dos seus anteriores pedaleiros e quadros conseguíu, tendo qualquer um ficado a léguas deste. Todo o conjunto da zona do pedaleiro, estrutura do próprio quadro e pedaleiro BB30, é notávelmente rígido, mais rígido do que alguma vez o Ricardo experimentou.

Apesar de rígida onde interessa, esta bicicleta é extremamente dócil e fácil de conduzir nas zonas mais técnicas, especialmente nas descidas técnicas, ajudando de sobremaneira a que o Ricardo poupe alguma energia e “nervo” a descer, que lhe farão muita falta para as subidas seguintes. As escoras, teóricamente foram desenhadas para absorver melhor os impactos, e é evidente e notório para o Ricardo que neste caso a teoria é comprovada pela práctica, e em cerca de 6 meses, o Ricardo correu e venceu 2 vezes em Rio de Mouro no mais técnico e exigente circuíto nacional, e nas descidas mais exigentes em especial as mais rápidas deste circuíto, em cima de pedra solta e terreno bastante irregular, o Ricardo este ano sentíu bem esta maior docilidade que era notória para todos os que o viram a descer mais rápido este ano, mas bem mais tranquilo e em maior controlo. 

Nas zonas onde é exigida maior agilidade da bike, esta mostrou-se à altura especialmente pela geometria agressiva que tem em termos de angulos de direcção e de tubo vertical, assim como de distancia entre eixos.

No equipamento, e começando pelas Crossmax SLR que são de uma rigidez que acaba por deixar a potencia chegar bastante melhor ao terreno, o que a juntar ao rolar flúido e límpido apenas caracteristico da Mavic, fazem com que o Ricardo se sinta bastante satisfeito com o retorno às Crossmax pois já tinha corrido e ganho muitas provas com as resistentes Crossmax SL.

Na transmissão é que a coisa está soberba, pois o XX é efectivamente espectacular nas passagens e trabalha sempre bem, especialmente pelo funcionamento certinho dos trigers (recordo que o Ricardo sempre correu com rotativos).

A extrema rigidez do pedaleiro FSA, aliado ao brutal peso de 620grs nesta versão BB30, a velocidade e perca neutra de potência para os rolamentos pelo facto de serem cerâmicos, fazem com que este seja o melhor pedaleiro com que o Ricardo correu até hoje, pela fantástica relação peso/rigidez, e como todos sabem, o Ricardo já correu com alguns dos mais badalados pedaleiros do Mundo desde um com 300 grs, até ao que usou no Mundial de Camberra, um pedaleiro de uma grande marca, muito rígido e fiável mas um pouco pesado demais, mas à altura a opção foi rigidez em deterimento do peso, agora com este FSA K-Force Ligth Compact BB30, finalmente o Ricardo tem ao seu dispôr o melhor dos 2 mundos, leveza e rigidez extrema.

Pedais Time Atack Carbon-Titan, espectaculares em termos de base de apoio e especialmente fluidez pelos inúmeros rolamentos que têm, mostrando estes também que no mundo da competição, no caso dos pedais é mais importante ter uma boa base de apoio que distribua melhor e por uma maior zona do sapato a pressão, que reclame pouca potencia do atleta para sí por ter um bom sistema de rolamentos, que a poupança de meia dúzia de gramas que de nada valem e retiram todas estas vantagens de um verdadeiro bom pedal. 

Nos travões, foram sentidas grandes diferenças também pois os Magura Marta SL Magnesium apesar de extremamente leves travam mesmo como que travões de DH, com uma potência impressionante para a força exercida nas manetes, mas aqui nada de novo pois o Ricardo já havia corrido com estes espectaculares travões.

Nos pneus, a escolha do Ricardo recái, em circuítos secos, no rolante e rápido Piranha atrás e no Cobra à frente. O que o Ricardo sentíu com estes pneus Hutchinson, foi um muito melhor conforto e capacidade de absorção e capacidade de copiar o terreno, digamos que um rebound mais lento, se assim pudermos colocar a coisa, que os torna de longe mais confortáveis que os ultra-leves que sempre usou, e conforto no XCO é sinónimo de poupança de preciosas energias. Neste aspecto residia a maior dúvida do Ricardo, que como se sabe, sempre correu com pneus, ou antes “camaras d´ar” de 300grs, e partia bastante expectante e apreensivo para estes pneus com um pouco mais de peso, mas se não notou nem sentíu a diferença em termos de capacidade de subir que era onde tinha mais receio, já a descer e a rolar em terreno bastante irregular notou bem a diferença para melhor, e entendeu finalmente porque a grande maioria dos melhores corredores profissionais de BTT corriam com pneus de 520 ou 580 grs, mesmo tendo no catálogo das marcas que os patrocinavam itens bem mais leves, quando ele corria com pneus bem mais leves que hoje percebe que não são para andar depressa durante 2 horas que é quanto dura um prova de elites de XCO, sendo esta uma das coisas mais importantes que já aprendeu no grande circo do BTT da Taça do Mundo de XCO. Se este factôr dos pneus era o único particular que o Ricardo temia, foi também aquele que mais o surprendeu pela positiva.

O peso total da bicicleta ronda os 8,5kg dependendo da opção de pneus, e não esquecendo que cá em casa ainda vive e viverá para sempre a bicicleta Vice-Campeã do Mundo, em estado absolutamente original “Camberra 2009″ com os seus 7,8kgs, podemos dizer honestamente que se o Ricardo pudesse escolher e voltar atrás, esta Bianchi Methanol seria a montada que escolheria hoje para fazer o seu último Mundial de júnior, pois hoje pegando numa e noutra, pilotando uma e outra, o que se sente são 2 mundos totalmente diferentes e que se nota já e bem, separados por uns indisfarçáveis 7 anos em termos de concepção.

Bianchi Methanol, é a bicicleta rígida que o Ricardo recomenda aos amigos, e os amigos sabem que o Ricardo ganha para correr e fazer vitórias, não para vender bicicletas.