Campeonato da Europa – resultado da prova
Partindo de 30º, o que sabiamos há já bastante tempo através do posicionamento no ranking UCI, o Ricardo treinou especÃficamente para uma determinada estratégia de prova que passava essencialmente por um arranque canhão logo no start loop que permitisse colar de imediato à frente da corrida. Estratégia conseguida pois apenas nos primeiros minutos de prova o Ricardo tinha efectivamente conseguido esse objectivo e após passar mais de 20 atletas, colou na frente da corrida e rodava no grupo dos 10 primeiros. Seguidamente o objectivo era não cometer qualquer erro de hidratação, tendo nós tido o extremo cuidado nesse aspecto, e esperar as quebras de alguns dos restantes atletas da frente, isto mantendo um ritmo altÃssimo, algo que afinal o Ricardo estava mesmo preparado para fazer. Tudo bem, tudo conseguido, excepto o que não podemos controlar… a mais de meio da primeira volta, o atleta que seguia à sua frente, caÃu numa zona técnica, e o Ricardo não pôde evitar caÃr para cima dele, mas pior… não pôde evitar que os 3 ou 4 que seguiam atrás caÃssem para cima dele. Resultado: desviador avariado, que estragou de imediato toda a estratégia e o excelente posicionamento que o Ricardo já levava, e nessa queda ficaram as ambições de um excelente resultado. ConseguÃu a custo terminar a primeira volta e entrou ainda para a 2ª, mas as mudanças pior do que não entrarem, saltavam e impediam que pudesse fazer força sobre os crenques.
Nas anteriores provas já as múltiplas quedas tinham tido papel preponderante nos resultados, num circuÃto com muitas armadilhas, e o Ricardo estava avisado e com consciencia para evitar esta situação, daà também ter dado tudo para se colocar na frente onde teóricamente estão os “que têem experiencia e não caiem fácil”.
A prova ainda decorre e efectivamente começa-se a ver a cedencia de alguns atletas de top perante o calôr, algo que esperavamos para ir subindo lugares, mas infelizmente… isto também faz parte das corridas, sendo que é a 2ª vez que tal acontece ao Ricardo na Selecção Nacional, após a queda colectiva em Houfallize no ano passado causada pela moto4 do director de prova, e a 3ª vez apenas na carreira, com a queda na Póvoa de Lanhoso, aà ainda no arranque, perante uma queda de um atleta à sua frente que o levou inevitávelmente ao chão por falta de qualquer milÃmetro para passar. Isto efectivamente faz parte da corrida, e pouco tem que ver com profissionalismo e saber, como bem temos visto este ano na Volta à França onde já todos os candidatos foram ao chão várias vezes, tendo alguns dos candidatos à vitória final desistido já com lesões graves.
Apenas umas escoriações foram o resultado. O arranque brutal e as sensações até à queda indicaram que há condições efectivas para o Ricardo lutar em Seia pelo tÃtulo Nacional, pois esta… já foi, e nada mais se pode fazer.